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Intuição sem dados é risco disfarçado de experiência

Intuição sem dados é risco disfarçado de experiência


 

Florianópolis, 23 de Janeiro de 2026

 

O desafio das decisões em um mercado cada vez mais dinâmico

O mercado exige, cada vez mais, respostas ágeis e precisas. Por isso, a capacidade de tomar decisões eficazes é, atualmente, o aspecto mais importante em um negócio de sucesso. Entretanto, em muitos ambientes corporativos, a mentalidade de que a experiência e a intuição se sobrepõem à análise objetiva dos dados ainda é muito vista.

A intuição, quando não é acompanhada de dados, pode chegar a erros grandiosos. Imagine encontrar um produto ou serviço que apresenta crescimento no mercado, dedicar tempo e recursos da sua empresa para abrir um ponto de venda e, poucos meses depois, ter que fechar as portas. O que pode ter dado errado? Na maioria dos casos, a resposta é clara: faltou uma análise estruturada dos dados.

O podcast Desvendados, do Grupo Toccato, abordou esse dilema, ressaltando a necessidade urgente de implementar a cultura orientada por dados e utilizá-la ao nível estratégico.

A ideia não é apresentar uma rivalidade entre dados e intuição, pois os dois precisam ser combinados de forma prática e inteligente. A experiência profissional continua sendo essencial, especialmente em decisões que precisam ser tomadas nos chamados cenários “51% a 49%”.

O problema começa quando a intuição chega a atuar sem base analítica. Dados bem estruturados permitem:

  • Análises preditivas para antecipar resultados (positivos e negativos)
  • Simulações de novos cenários estratégicos
  • Avaliação de grandes impactos antes mesmo da tomada de decisão

Governança

Um dos maiores dilemas para boas decisões baseadas em dados está ainda fixada nos bastidores:

  • Dados espalhados e mal organizados
  • Falta de integração entre áreas, sistemas e processos
  • Conceitos diferentes para a mesma informação

Para evitar atrasos nas organizações e aumentar a capacidade dos dados em oferecer as tomadas de decisões corretas, existe uma função importante e indispensável: a governança. Sem governança, não existe confiança entre as equipes e os dados. Sem confiança, os dados não entram na decisão estratégica. Construir maturidade analítica exige definir padrões, responsabilidades e critérios claros sobre o que é cada dado da organização e como devem ser aplicados.

A governança garante o equilíbrio entre dados limpos e bem utilizados e a experiência contínua, aplicada em momentos adequados e em concordância com os dados devidos.

A revolução da IA gera insegurança

“A Inteligência Artificial não vai tirar o seu emprego, mas você vai perder o emprego por não saber utilizar a Inteligência Artificial.”

Quando algo novo começa a ser utilizado, a reação mais comum é simplesmente o medo. Entretanto, no caso da IA, esse temor deve ser substituído pela oportunidade de se adquirir novas habilidades e experiências. É fato que as empresas, cada vez mais, passarão a exigir fortes skills em IA e ferramentas de dados de seus colaboradores, além de implementarem novas profissões movidas por essas tecnologias.

Por isso, o momento atual não abre espaços para recuar e se apegar apenas ao método tradicional de trabalho. Os dados se tornaram peça-chave e estão presentes em todas as posições. O verdadeiro profissional do futuro é aquele que consegue interpretar, executar e visualizar as melhores inovações dentro de suas rotinas diárias, usando o dado como principal aliado.

IA não substitui bons dados

Mesmo com a Inteligência Artificial generativa, ainda há um ponto importante que não pode ser ignorado: a IA, mesmo em toda a sua autonomia, não funciona sem que haja dados de qualidade.

Empresas que tentam “pular etapas” e implementam IA sem governança, integração ou maturidade analítica suficiente, acabam apenas acelerando mais erros. A IA é uma ferramenta eficaz, mas que potencializa o que já existe:

  • Dados ruins → decisões ruins, mesmo que rápidas
  • Dados confiáveis → cenários mais precisos e estratégicos

Nos próximos anos, o mercado deve se dividir entre empresas que sabem usar IA de forma estratégica e aquelas que apenas observam essa transformação, mas não participam.

Como começar a construir uma cultura data-driven de verdade

Criar uma cultura orientada por dados não é um processo centrado apenas na tecnologia. São etapas de um processo grande e organizacional. Alguns pontos se destacam:

  • Começar pequeno, com projetos de impacto rápido
  • Envolver pessoas e não impor mudanças de cima para baixo
  • Estimular o questionamento, buscando dados para sustentar decisões
  • Capacitar equipes para interpretar novos dados e dashboards

Quando líderes passam a questionar decisões que não têm base analítica, a cultura começa a se transformar naturalmente. O dado deixa de ser algo a mais e passa a ser uma linguagem comum dentro da empresa.

Decidir com dados é decidir com responsabilidade

Em um mercado com dinamismo constante, não basta apenas decidir rápido com baixa coerência. Dados trazem mais clareza, reduzem os riscos de erros e trazem a capacidade de antecipar cenários.

Empresas que colocam os dados no centro da estratégia são capazes de:

  • Crescer de forma mais sustentável
  • Evitar decisões baseadas apenas em tendências passageiras
  • Se preparar para o uso estratégico da Inteligência Artificial

A tomada de decisão baseada em dados é hoje uma postura estratégica e um compromisso com o futuro do seu negócio.

Dados já são pré-requisito

Ao olhar para o passado, é possível lembrar que, por muito tempo, dados eram sinônimo de inovação. Hoje, são essenciais para todos os processos de uma empresa. Segundo especialistas, empresas que ainda decidem apenas com base em experiência estão decretando seu próprio atraso competitivo.

A análise de dados precisa sair do nível apenas operacional e ocupar um espaço central na estratégia das organizações. É com base nela que se definem bons investimentos, novos produtos, expansão eficaz, e, ao final, o forte posicionamento de mercado. Quando os dados não chegam a essa etapa, a intuição volta a dominar a organização e os riscos aumentam significativamente.

Quer se aprofundar ainda mais na inteligência de dados e entender, na prática, como equilibrar dados e intuição na construção de uma cultura data-driven? Ouça o debate completo com especialistas no podcast Desvendados do Grupo Toccato.

Acesse aqui!

   

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